Sugestões para começar a organizar a Caravana do Desarmamento 2008
Um principio organizacional das Caravanas (esta será a quinta versão) é seguir a experiência / sabedoria dos coordenadores locais, entendedores da sua sociedade e costumes. Ações que funcionam num estado podem não funcionar em outros. O Brasil é continental e as diferenças culturais são enormes. Assim, peço que usem sua sensibilidade e criatividade para tentar adaptar / ajustar as ações ao seu contexto e também sugerir outras (desde que caibam no
roteiro). No entanto também é importante conseguirmos manter uma unidade conceitual e, dentro do possível, programática.
No orçamento há R$ 500 para ajudar a custear as atividades em cada cidade. Como é um projeto financiado pelo governo federal só poderemos efetuar despesas mediante nota fiscal.
A Caravana fica entre 3 dias por cidade. Assim é necessário elaborar um roteiro que organize da melhor forma o tempo. Claro que algumas atividades podem ser repetidas após a passagem da Caravana, como por exemplo palestras em escolas ou a oficina para multiplicadores.
Nosso objetivo, proposto e aceito pela SENASP é organizar as seguintes atividades nas 27 capitais brasileiras (faço comentários do que já pode começar a ser feito no âmbito do comitê):
Ato público em apoio a Campanha
Listar possíveis parceiros para organização do ato. Definir o melhor local e horário pra atividade.
Quais equipamentos e logística necessária. Como a verba é bem pequena precisaremos ser criativos e conseguir apoios.
Idealmente esta é a ultima atividade da Caravana na cidade.
Reunião ou criação do Comitê
Havendo comitê a idéia é que haja uma reunião da equipe da Caravana com os membros do comitê.
De preferência esta deve ser a primeira atividade para criar um clima de entrosamento e para afinar os discursos e fechar a agenda.
Não havendo comitê tentaremos o apoio das igrejas e organizações afins para a criação de um durante a passagem da Caravana.
Reunião com Governador, Prefeitos e gestores da área de segurança e educação
A intenção é obter apoio político para a Campanha. Como a Caravana ocorre assim que termina as eleições municipais a prioridade é o apoio do governador e autoridades de segurança publica. Caso o prefeito tenha sido re-eleito também devemos conseguir seu apoio publico.
Coletiva de Imprensa
A proposta é repercutir ao máximo a passagem da Caravana. Esta ação deve ocorrer na seqüência da reunião do comitê.
O Viva Rio estará fazendo a assessoria de imprensa da Caravana (temos o cadastro de 4300 veículos de imprensa em todos os estados) e convocaremos para essa coletiva. Mas os contatos pessoais dos membros da Rede ajudam muito a mobilizar
jornalistas já sensibilizados pro tema.
Oficina(s) de Capacitação para promoção da Campanha
O ideal é poder realizar duas oficinas (cerca de 3 horas de duração) em horários diferentes para facilitar a participação.
Uma poderia ser a noite para àqueles que não poderão ser liberados no trabalho. Também podem ser em locais diferentes com o mesmo objetivo. Durante o encontro da Rede foi sugerida uma oficina só para agentes de saúde...
Importante que o auditório seja gratuito e ofereça som, datashow, água e café, além de ser de fácil acesso. Muitas vezes organizamos as oficinas nas assembléias legislativas ou câmara de vereadores por oferecerem tudo isso gratuitamente.
Palestra / atividade em escola
O objetivo aqui é desdobrar o tema para o desarmamento infantil e o impacto dos vídeogames violentos. Ajudar os professores na reflexão
sobre Cultura da Paz. Pode ser escola publica ou particular. Importante que seja uma escola bem conhecida na cidade.
Oportunidade pra mídia acompanhar a Caravana.
Palestra / atividade em universidade
Debater o tema com os jovens. Pode ser universidade publica ou particular. Importante que seja bem conhecida na cidade.
Oportunidade pra mídia acompanhar a Caravana.
Oficina de Capacitação para abertura de postos de coleta de armas (a ser realizada previamente da passagem da Caravana pelos Comitês da Rede Desarma Brasil)
Ação mobilizando especificamente as lideranças religiosas e civis que se disponham a abrir postos de coleta de armas.
