Porque defender o desarmamento em Londrina.
A cada treze minutos um brasileiro é assassinado no Brasil.
A cada 7 horas uma pessoa é vítima de acidentes com arma de fogo no Brasil.
Um cidadão armado tem 57% mais chance de ser assassinado do que os que andam desarmados.
Um jovem brasileiro tem 4,5 vezes mais chances de morrer do que o restante da população.
9 entre cada 10 homicídios são praticados com arma de fogo no país.
Em São Paulo, quase 60% dos homicídios são cometidos por pessoas sem histórico criminal e por motivos fúteis.
No Rio de Janeiro, um em cada dois jovens que morrem, é vítima de arma de fogo
Das armas apreendidas pela polícia no Rio de Janeiro, mais de 80% eram brasileiras e 90% de calibre permitido, ou seja, mesmo que o bandido não compre armas em uma loja, são armas que entram de forma legal as mais utilizadas para roubar e matar em nosso país.
Quem tem arma em casa tem quase 3 vezes mais chances de morrer em um assalto do que os que estão desarmados.
A chance de uma mulher morrer assassinada com arma pelo marido ou amante é duas vezes maior do que por um desconhecido.
CPI DESARMAMANETO 2006 (veja completo clique aqui )
Maior rastreamento da América Latina gera dados alarmantes
A Comissão Parlamentar de Inquérito sobre o Tráfico Ilícito de Armas durou quase dois e concluiu sua tarefa fazendo denúncias graves e surpreendentes sobre o desvio de armas para o crime organizado no país. Usando seus plenos poderes de investigação, a Comissão conseguiu que os fabricantes de armas do Brasil (sexto exportador de armas pequenas do mundo) rastreassem 10.549 armas apreendidas na ilegalidade. Foi o maior rastreamento já realizado na América Latina. Para realizar esse trabalho, a Comissão contou com a colaboração do Exército brasileiro e com a assessoria técnica da ONG Viva Rio.
Os resultados são alarmantes: 68% dessas armas foram vendidas pela indústria brasileira para o comércio legal e 18% para o Estado. Das armas vendidas para o comércio, 74% foram vendidas para cidadãos e 25% para empresas de segurança privada (o Brasil conta com 4.264 empresas legalizadas, e 3 vezes mais clandestinas). Isto é, a maioria das armas usadas pelos criminosos vieram de lojas legais, através de “cidadãos honestos” ou de empresas de segurança privada. A investigação comprovou o que diziam os que lutavam pela proibição do
74% pessoas físicas
68% Comércio legal
25% empresas privadas [4.264 empr legalizadas e + 12.000 clandestinas]
71% foram vendidas para as forças de segurança pública
18% Estado
27% para as Forças Armadas
83% das armas apreendidas na ilegalidade são de fabricação brasileira
comércio de armas durante o referendo popular de outubro passado, e que foram derrotados: que a maior fonte de armas para a delinqüência provêm do comércio legal.
Quanto aos 18% de armas vendidas ao Estado, 71% foram vendidas para as forças de segurança pública, e 27% para as Forças Armadas. Comprovou-se o que já se suspeitava: policiais corruptos vendem armas para o crime organizado no Brasil, como o filme “Cidade de Deus” já mostrava.
