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04/março/2005 Fernando Araújo 

Sem Armas

Entrega de armas e munições poderá ser feita até junho, quando termina a campanha.
Desarmamento terá novo dia "D" a primeira coleta será realizada na Zona Norte.

O Comitê Londrinense de Desarmamento irá realizar no próximo dia 9 de abril  mais um dia de união de esforços para o recolhimento de armas entre a população. A estratégia é realizar diversas concentrações desse tipo em todas as regiões da Cidade entre os dias 9 de março e 23 de junho. A campanha conta com o apoio das Polícias Militar, Civil e Federal, além de Organizações Não-Governamentais (Ongs) e lideranças de bairros.
A Zona Norte será o primeiro local onde ocorrerá a campanha. O Centro Cultural, na Avenida Saul Elkind, será o ponto de concentração, onde um ônibus da Polícia Militar ficará estacionado para receber as armas. O delegado da Polícia Federal, Sandro Viana dos Santos, disse que os agentes também poderão ir até a casa das pessoas que quiserem entregar armas e não tiverem meios de se deslocar até o local de entrega.
A campanha de arrecadação aproveita o prazo estipulado pelo governo federal para que sejam entregues armas com o pagamento de R$ 100 a R$ 300 por arma. Quem possui armas em situação irregular pode fazer a entrega sem a necessidade de provar a procedência ou qualquer tipo de investigação. Depois desse prazo, um cidadão portando arma, mesmo em casa, pode ser preso e responder processo por posse ilegal.
O membro da ONG Londrina Pazeando, Luis Cláudio Galhardi, também lembrou que serão feitas campanhas de conscientização até junho, quando termina o prazo de entrega. Também estão programados treinamentos com membros da comunidade para que sejam agentes multiplicadores de informações sobre o perigo das armas. O primeiro treinamento aconteceu ontem, na Escola Municipal Moacir Teixeira, no Conjunto Maria Cecília (Zona Norte).
A tese de desarmar a população é defendida pelo delegado-chefe da Polícia Civil, Jurandir Gonçalves André. Ele lembrou que a maioria das armas apreendidas com marginais são revólveres e pistolas obtidas em roubos a residências; O cara entra para levar o aparelho de som e leva a arma também. Depois vende para outro bandido ou utiliza em um homicídio, lembrou.
No ano passado, segundo dados da PF, foram recolhidas mais de 3 mil armas e realizadas diversas campanhas, além de um Dia D de Desarmamento em várias regiões da Cidade. Em 2005, desde o início da campanha, em janeiro, a polícia recebeu pouco mais de 150 armas.
Fernando Araújo